e tudo o vento levou…

11 06 2007

Há muito tempo que não me sentava para escrever aqui. Apenas coloco posts de vez em quando e sem nenhum conteúdo específico. Hoje sinto necessidade de vir aqui e escrever. O quê? Não faço ideia. Apetece-me simplesmente falar sem que ninguém me oiça, mas que ao mesmo tempo saiba que estas palavras serão lidas por alguém.

Apetece-me dizer: “As aparências iludem”, mas seria uma forma errada de começar a escrever, porque seria estar a dar importância a algo que não mereçe. Prefiro antes começar por: “Eu amo-te”, e aí sim toda a importância estaria focada no sitio certo.

Não é fácil viver com este sentimento dentro de mim. Pior que o sentimento é a vontade de o exprimir e a vontade de me dar a re-conhecer. A ideia de que isto vai desaparecer só faz com que esteje cada vez mais presente, cada vez mais forte, É estranho depois de tudo o que passei e de tudo o que ouvi, ou melhor de tudo o que não ouvi, continuar a sentir-me desta forma, mas talvez seja isso mesmo o amor, ou então é mesmo ilusão da minha parte.

Sempre consegui definir o que sinto e o que não sinto, se bem que por vezes admito que me é dificil catalogar. Mas apesar disso, sempre fui honesto e sincero para com todos os que rodeiam, em relação aos meus sentimentos. Se por vezes calhava bem dizer algo, nunca o disse se não o sentisse, e talvez tenha sido o meu erro nº1.
Gostar de alguém é fácil, namorar com alguém ainda mais fácil é, dizer “Amo-te” é banal. Lixado mesmo é amar verdadeiramente, amar é complicado, requer esforço, dedicação, empenho, confiança, pulso, e isso, isso nem toda a gente tem, nem toda a gente é capaz de se sujeitar. Admito que tenho lidado com o amor de forma errada, mas será que exsite algum manual? algum número do helpdesk a que possa ligar? Não me pareçe, Amor é algo que se vai construíndo a cada dia, vencendo etapas e saltando obstáculos, uns mais fáceis, outros mais dificeis, e ainda aqueles que parecem impossíveis, aqueles que levam mais de 80% dos namorados a terminarem relações, e isto porquê?
Bem Aventurados os outros 20%…

Nisto tudo existe uma pessoa que jamais esquecerei, e que sempre amarei, à minha maneira, a minha segunda mãe. Que mesmo estando no meio de um muro, sempre me respeitou e estendeu a mão. Não sei se ainda lê este blog, mas se o ler: “O meu muito Obrigado. Se houvesse mais pessoas como você, este mundo seria de certo um lugar melhor para se viver”

RIP








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